quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Pod-Ler #23 - Asimov


Mais uma vez trazemos a recomendação de um autor através de um conto fantástico! Acompanhe quão longe vai o papo sobre Isaac Asimov com NandaWyll e nossa colaboradora, já da casa, Dani.

Comentado no episódio
A última pergunta, de Isaac Asimov (PDF)
Escolha à catástrofe, de Isaac Asimov
Trilogia Matrix
Frankenstein, de Mary Sheley
Drácula, de Bram Stoker
Vídeo de Isaac Asimov prevendo o impacto da internet (dica do Maykito, via Skynerd)

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2 comentários:

  1. Bravo!! Bravo!!! Aaaah, Asimov que coisa linda kkkk.. sou fã número 1, de quase tudo que o Asimov escreve! Esse conto específico, foi um dos que eu pirei total. Parabéns, gente!
    Gostaria muito de dar uma espiadinha nesse TCC, a propósito, que tema fera pra se fazer um.

    Só quero fazer uns comentários pra ajudar aí...
    Veja bem.. Wyllds comentou sobre a definição da Entropia.. o livro não está falando da entropia da sociedade, mas sim do próprio Universo. Entropia na verdade é a 2a lei da termodinâmica. Se o Universo é tudo o que existe, ele é um sistema térmico fechado, e aos poucos o combustível das estrelas irá acabar, uma a uma, até que toda a fonte de energia e calor termine. Com isso, o movimento dos planetas em expansão irá terminar também, e não haverá possibilidade nenhuma de vida. Essa é a preocupação do conto, pq ninguém sabe como reverter essa entropia.
    Vc mesmo perguntou: se pararmos de explorar, o que acontece? Mesmo se não pararmos, um dia as estrelas não terão mais força, o universo vai parar. Lembra como no conto todo eles buscam formas de obter energia "infinita", refletindo diretamente do Sol, depois de outras estrelas? Estão tentando atrasar a falta de energia o máximo que puderem.
    O livro que a Dani comenta (Escolha a Catástrofe, tive síncopes de prazer ao ler esse livro kkk), fala sobre esse efeito, e o explica muito bem. Inclusive, o Asimov acreditava que quando o Universo parasse de se expandir, alcançaria a entropia, e depois ele começaria a se retrair, como se uma "gravidade" o puxasse de volta quando acabasse a força de expansão - isso criaria novamente a energia/calor conforme o movimento reiniciasse e o universo voltasse a se reduzir a um ponto só. Depois, ocorreria outro big bang se expandindo, depois retraindo, e assim por diante.
    Já provaram que essa teoria é furada, mas o conto reflete muito essa opinião dele: quando o Humano, o último computador existente chega na entropia, até então sem resposta, quando não existe mais nada para existir/acontecer ele finalmente compreende o papel dele no Universo: criar novamente, seja lá como ele fez isso sem energia (ou se foi o próprio universo que o fez). Resumindo, comecemos de novo: faça-se a Luz. D+ isso, né?

    Outro ponto que achei interessante comentar é sobre o fato dos humanos se juntarem ao computador.. não é que o Computador seria apenas uma última pessoa.. .mas sim que todas as pessoas seriam uma só.. lentamente foram mesclando suas mentes e "almas" à uma única entidade, como um organismo composto de todos os humanos nas galáxias.. é uma visão SUPER "antropocentrista" que o Asimov sempre teve nos seus contos, e é interessante como a "perfeição" do ser humano é alcançada conforme cada um vai perdendo sua individualidade, se unindo aos poucos em uma mente só.

    Ah, cara, ñ tem jeito, Asimov é a MELHOR literatura ever rsrss desculpe pelo livro escrito, é que eu curto d+ pra ficar aqui na minha rsrs
    Recomendo super Fundação, e todos os contos de robôs, especialmente "Vitória Involuntária", que é o máximo rsrrs

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    Respostas
    1. Demorei, mas aqui estou para responder.

      Olha só que comentário mais lindo! É disso que precisamos. Hahaha

      Asimov é muito mais que apenas literatura, muito mais que apenas mais um visionário, esse cara era um gênio de fato. Todos os seus comentários estão muito bem esclarecidos, dvdfranco. Obrigado, de coração.

      A definição da entropia que dei, utilizando uma sociedade como um exemplo, foi justamente para que as pessoas compreendam mais ou menos como é essa parada de entropia. Porque muitas vezes, quando se fala em universo, especialmente para aqueles que não estão tão acostumados com o tema quanto nós, amantes da literatura de Asimov, essa questão a níveis universais é muito complicada. Falar em coisas imensas do tamanho de planetas inteiros, hiperespaço e entropia... As pessoas se perdem. Daí peguei algo menor, como uma sociedade para exemplificar. Mas sim, no conto Asimov vai muito além.

      No meu TCC (que não ficou assim tão grande coisa, pois analisei como Asimov trabalha com a questão da passagem do tempo dentro do conto a partir do computador) evidenciei isso de que ao juntar-se ao computador, que aos poucos se torna um personagem de fato, as pessoas se tornam parte de uma coisa só, de uma consciência só, de um ser. Deus talvez, por mais que Asimov não acreditasse nisso (acho) ele deu um jeitinho de explicar a coisa do "onisciente, onipresente e onipotente". Ao estar de frente com o último que sobrou dos humanos é que acontece tudo aqui.

      E sim, Asimov é o que há. Dificilmente algum cara vai ser tão genial, a ponto de utilizar teorias inacreditáveis em histórias tão "simples" e gostosas de se ler. Esse é o verdadeiro autor para mim e, aparentemente, para você também. :)

      Mais uma vez, obrigado pelo comentário, meu amigo. :)

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